EFEITOS DE UM MERCADO FECHADO: Bicicletas.


Por Fernando R. F. de Lima.
Houston
Fischer
            Apesar de expostos à concorrência externa desde a década de 1990, o mercado nacional de bicicletas ainda é excessivamente fechado. Isso ocorre apesar do Brasil ser um dos maiores produtores de bicicletas do mundo. Apesar de ter produzido em 2011 4,630 milhões de unidades foram exportadas apenas 2.405. As importações também foram pequenas, de apenas 369.206 unidades. Deve-se destacar que o Brasil é o terceiro maior fabricante mundial de bicicletas, perdendo apenas para China e Índia.
Houston
            No entanto, a “indústria” nacional de bicicletas é obsoleta, produzindo predominantemente produtos de baixo valor agregado com tecnologias defasadas. Um exemplo prático pode ser encontrada nas bicicletas chamadas utilitárias, aquelas que servem para deslocamentos urbanos de curta distância com a conveniência de poder transportar alguma carga, seja amarrada no bagageiro traseiro ou numa cesta dianteira. As principais opções brasileiras são da Fischer, Caloi, Monark e Houston. Gostaria que os leitores observassem as fotografias dos diferentes modelos destas diferentes marcas.


Caloi
Na sequência, vemos algumas bicicletas a venda nos EUA e Europa dos modelos conhecidos como holandeses (dutch bikes). Nota-se de cara diferenças de estilo, que lembram muito bicicletas antigas. Mas a principal diferença se esconde na tecnologia embarcada: freios eficientes, câmbios dentro do cubo traseiro que permitem que a bicicleta tenha várias “marchas”, normalmente 3, quadros significativamente mais leves e pneus na medida 700c, medida para a qual há inúmeras opções de raios, pneus e rodas.
 São bicicletas ao mesmo tempo mais resistentes, duráveis e com mais tecnologia, que, curiosamente, não são tão mais caras assim nos países onde são vendidas. Além disso, devem ser muito mais baratas que o preço de venda, uma vez que são quase todas fabricadas na China pelas marcas ocidentais. Além destas bicicletas, obviamente, podemos encontrar na Europa e EUA uma variedade impressionante de tipos e fabricantes de bicicletas, que produzem desde as simplíssimas bicicletas de pinhão fixo até as sofisticadas máquinas de triatlhon, BMX e downhill.
A questão é que os países ditos desenvolvidos não se preocuparam em garantir uma indústria nacional de bicicletas, mas em tornar os mais diversos modelos de bicicleta acessíveis a toda a população pelo menor preço possível. Isso é o que ocorre nos mercados desenvolvidos. A variedade na oferta de bicicletas e componentes, além do número de fabricantes artesanais, que produzem produtos de altíssimo valor agregado ou produtos de alta performance é muito maior na Europa e nos EUA que aqui.
Enquanto isso, o brasileiro normal deve escolher como transporte diário algo que certamente não irá atender plenamente às suas necessidades, seja por ser muito tosca como é o caso das barras forte e variações sobre o tema, ou seja porque se obrigará a comprar um mountain bike de várias marchas sem para-lamas para fazer trajetos que seriam plenamente viáveis em bicicletas mais simples, convenientes e confortáveis. 


São bicicletas ao mesmo tempo mais resistentes, duráveis e com mais tecnologia, que, curiosamente, não são tão mais caras assim nos países onde são vendidas. Além disso, devem ser muito mais baratas que o preço de venda, uma vez que são quase todas fabricadas na China pelas marcas ocidentais. Além destas bicicletas, obviamente, podemos encontrar na Europa e EUA uma variedade impressionante de tipos e fabricantes de bicicletas, que produzem desde as simplíssimas bicicletas de pinhão fixo até as sofisticadas máquinas de triatlhon, BMX e downhill.
A questão é que os países ditos desenvolvidos não se preocuparam em garantir uma indústria nacional de bicicletas, mas em tornar os mais diversos modelos de bicicleta acessíveis a toda a população pelo menor preço possível. Isso é o que ocorre nos mercados desenvolvidos. A variedade na oferta de bicicletas e componentes, além do número de fabricantes artesanais, que produzem produtos de altíssimo valor agregado ou produtos de alta performance é muito maior na Europa e nos EUA que aqui.
Enquanto isso, o brasileiro normal deve escolher como transporte diário algo que certamente não irá atender plenamente às suas necessidades, seja por ser muito tosca como é o caso das barras forte e variações sobre o tema, ou seja porque se obrigará a comprar um mountain bike de várias marchas sem para-lamas para fazer trajetos que seriam plenamente viáveis em bicicletas mais simples, convenientes e confortáveis. 

Abaixo alguns links para alguns fabricantes internacionais:
http://www.linusbike.com/
http://www.bronxcycles.com/regal.html
http://www.pashley.co.uk/products/parabike.html
http://www.schwinnbikes.com/bikes/urban

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