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Mostrando postagens de Outubro, 2007

VOLTANDO AO ETANOL E À EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

VOLTANDO AO ETANOL E À EFICIÊNCIA ENERGÉTICA   No texto "Notas sobre o Etanol" eu mencionei as diferenças nos processos de obtenção de etanol no Brasil e nos EUA com base no conceito de Balanço Energético, e comentei sobre o problema da eficiência energética e econômica destes combustíveis. Ao final do texto falei que comentaria futuramente a questão da eficiência energética dos combustíveis e dos motores. Pois agora voltarei ao tema. O etanol, como bem sabem os proprietários de carros flex, consome 30% mais combustível que a gasolina comum, dados os mesmos valores na taxa de compressão do motor, como é o caso dos carros flex. Em carros feitos para rodar exclusivamente com álcool esta relação pode ser menor, porque o álcool, dadas suas propriedades químicas, permite atingir taxas de compressão maiores no cilindro e, portanto, um rendimento térmico melhor. Mas tomando esta relação energética por base, isto significa que o etanol tem que ser no mínimo 30% mais barato qu

Biocombustíveis: a história habitual de interesses especiais e subsídios

Biocombustíveis: a história habitual de interesses especiais e subsídios http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2007/10/31/ult579u2282.jhtm Martin Wolf Tradução: George El Khouri Andolfato Segurança de energia e mudança climática são dois dos desafios mais significativos enfrentados pela humanidade. Mas o que vemos em resposta é um quadro familiar de políticas de autoria de interesses especiais bem organizados. Um exemplo soberbo é a enxurrada de subsídios para os biocombustíveis. São programas agrícolas disfarçados como respostas para a insegurança de energia e mudança climática. Sem causar surpresa, eles têm as características deprimentes de tais programas: proteção elevada, apoio ilimitado aos produtores e indiferença à racionalidade econômica. O apoio já custa aos membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico algo entre US$ 13 bilhões e US$ 15 bilhões por ano. Mas esta soma gera muito menos do que 3% da oferta geral de combustível líq
DISCORDANDO DE GINO BRASIL               Nos últimos meses muito tem se falado sobre a poluição e também sobre a emissão de gases estufa. Num artigo do editorial da revista eletrônica Best Cars, Gino Brasil destaca o papel reduzido que os automóveis tem na emissão total dos poluentes. A maior parte cabe, logicamente, as emissões residenciais e industriais, e mesmo no setor de transporte, que responde por 25% do total de emissões, os automóveis respondem por apenas 10%.             Só que no artigo, Gino Brasil engrossa o coro dos que são contra as motocicletas, alegando que elas poluem mais do que os automóveis com base nas emissões de Monóxido de Carbono (CO). Isso porque a legislação obriga os automóveis a uma emissão menor de CO que as motocicletas, diferença que chega a 600% segundo o autor. No entanto, ele não destaca que as motocicletas consomem muito menos combustível, pneus e lubrificantes que os automóveis, o que leva a uma poluição total significativamente menor. Os l

O INDIVÍDUO, AS ASSOCIAÇÕES E A SOCIEDADE: ASPECTOS CONCEITUAIS

O INDIVÍDUO, AS ASSOCIAÇÕES E A SOCIEDADE: ASPECTOS CONCEITUAIS   Por Fernando Raphael Ferro de Lima   OBS: Este texto foi escrito originalmente para ser incorporado em minha dissertação de mestrado, mas acabou ficando de fora. No entanto, trás alguns esclarecimentos que creio serem úteis para quem se interessa pelo estudo da sociedade, seja pela via da sociologia, economia ou geografia. Assim sendo, decidi disponibiliza-lo para os leitores neste blog, mas faço a ressalva de que é um texto explanatório, que combina concepções de autores que não são normalmente vistos conjuntamente, como Hayek, Popper e Ortega-y-Gasset.                 Primeiramente, o homem não é um ser isolado no mundo. Ele vive em sociedade, age na sociedade, o que não implica que seja, necessariamente, como o quer Aristóteles, um animal político. O homem, antes de ser social, é um indivíduo. Indi vidualmente vivemos e morremos, e em função disso não podemos nunca estar certos das razões os motivos qu

Indicação de Texto

A revista National Geographic Brasil tem como matéria de capa neste mês de outubro uma matéria sobre biocombustíveis que trata do que falei no meu texto sobre o balanço energético. Recomendo a matéria a todos que quiserem saber mais sobre o assunto. Mesmo assim vou publicar na seqüência um texto sobre os outros tipos de motores e combustíveis, provavelmente na semana que vem.

NOTAS SOBRE O ETANOL

NOTAS SOBRE O ETANOL por Fernando Raphael   Muito tem sido dito sobre o etanol, principalmente nos últimos meses, por causa da onda de biocombustíveis que se abateu sobre o mundo. Nos EUA é comum dizer que os biocombustíveis utilizam mais energia para serem produzidos do que a gasolina, o que os tornaria mais poluidores que os combustíveis fósseis, no final das contas. O problema, ao meu ver, é que quando se fala sobre isso nos EUA e Europa se tem em mente o processo que eles utilizam para obter os biocombustíveis, que é diferente do nosso. Neste texto procuro fornecer alguns dados que auxiliaram o leitor a compreender melhor a discussão.             Há um conceito chave para essa discussão que é o de balanço energético. Balanço energético é a relação entre a quantidade de energia que entra no sistema para produzir combustível e a quantidade de energia que sai ao final do processo. Se ela for igual a 1, significa que o combustível gasta o mesmo tanto de energia para ser produzi

Subsídios para sua resposta ao meu e-mail: Campanha São Paulo respirando melhor

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  Caro sr. Vereador,   ainda não obtive resposta. Seguem abaixo alguns subsídios: Estudo revela poluição elevada em seis capitais .   Atenciosamente,   Gerhard Erich Boehme gerhard@boehme.com.br (41) 8411-9500     Estudo revela poluição elevada em seis capitais Um estudo feito em seis capitais brasileiras revelou que nenhuma delas atende ao padrão da Organização Mundial de Saúde para poluição do ar. Segundo pesquisa do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP, São Paulo ainda é a capital mais poluída do Brasil, mas Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife não podem se orgulhar por terem ar limpo. Medições realizadas entre maio e julho deste ano mostram a situação desfavorável em todas elas. O estudo, obtido com exclusividade pela Folha, analisa o poluente material particulado fino (mistura de poeiras e fumaça). A principal fonte de emissão do poluente são os veículos (...) http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ul