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BRASÍLIA E OS SONHOS MODERNISTAS Por Fernando R. F. de Lima A foto no início deste post é da capa de um livre, cujo autor e também o conteúdo desconheço. O que me chamou atenção foi a perspectiva escolhida para a fotografia que ilustra a capa do livro: olhando atentamente, nota-se ao fundo um prédio. Mas quase toda a capa é tomada por uma imagem de savana, com árvores esparsas e só. Ou seja, a cidade de Brasília, conforme retratada, é um pasto, não uma cidade. No fundo, Brasília, assim como as outras cidades lineares imaginadas, foram pensadas para ser o oposto do que as cidades normalmente são. Cidades conforme as conhecemos não são fruto de uma mente brilhante. São obras do acaso. Pode-se imaginar as cidades como corais crescendo a própria sorte, corais de concreto, tijolos, madeira e asfalto. Cada pessoa deposita suas esperanças e perspectivas num pedaço de solo, aposta num negócio próprio ou numa nova família e vai construindo o tecido urbano. De tempos em tempos a “coleti