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Mostrando postagens de Março, 2008

RESENHA - A EMERGÊNCIA SÓCIOAMBIENTAL – José Eli da Veiga. São Paulo: Ed. Senac-sp, 2007.

Por Fernando Raphael Ferro de Lima               Para aqueles que não conhecem, José Eli da Veiga é um conhecido economista da USP, principalmente por suas teses acerca da miragem da urbanização. Para ele o tamanho da população que merece ser chamada de urbana é muito menor que os 81% apontados pelo IBGE, rondando a casa dos 60% segundo suas estimativas. Neste livro editado pela editora SENAC de São Paulo, no entanto, o autor passa a fazer considerações sobre a questão do desenvolvimento sustentável e a chamada questão socioambiental, que por razões que ele explica no começo do livro é escrita sem o tradicional hífem.             O primeiro capítulo do livro, escrito na forma de um ensaio para a divulgação científica, o autor faz um interessante passeio pelas críticas a atual metodologia de medição da riqueza, o PIB. Dentre as diversas críticas apontadas está a falha da não consideração da depreciação dos ativos, sobretudo dos ativos ambientais. A princípio parece haver outras just

Parece piada, poderia ser piada, mas não é: Teoria da Conspiração aplicada ao Trânsito

Gestão Kassab diz que ação orquestrada prejudica trânsito de SP http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u386619.shtml da Folha de S.Paulo A administração de Gilberto Kassab (DEM) apresentou ontem uma nova versão para explicar os recentes e consecutivos recordes de trânsito na capital: uma ação orquestrada de pessoas com interesse em prejudicar o trânsito em São Paulo. Pela manhã, Kassab afirmou que "existem pessoas querendo prejudicar o trânsito de São Paulo". Disse isso ao comentar a prisão de um homem em M'Boi Mirim , na zona sul da cidade, que furou dois pneus de um ônibus alegando estar irritado com o serviço. Kassab disse que a ação foi "criminosa" e que a prefeitura "está atenta a esse tipo de atitude". Mais tarde, após participar de uma reunião da comissão de trânsito na Câmara, o secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes, detalhou a tese de que há uma conspiração contra a cidade. Ninguém na prefeitura d

VEJA INDICA MEDIDAS PARA MELHORAR O TRÂNSITO

  O site da Veja tem uma matéria sobre as medidas que deveriam ser tomadas para melhorar o trânsito de São Paulo. Para chegar a estas medidas foram consultados vários especialistas. As principais medidas de curto prazo para melhorar o tráfego na cidade são: 1.     Tolerância zero com infratores 2.     Fiscalizar o rodízio 3.     Aumentar a velocidade nos corredores de ônibus 4.     Tirar das ruas os carros em mau estado de conservação 5.     Tirar das ruas os carros irregulares 6.     Criar área de retenção para motos 7.     Incentivar os ônibus fretados As medidas apontadas para a solução do trânsito no curto prazo passam quase todas pela repressão ao mal motorista, sendo que apenas duas são de responsabilidade direta do poder público. Particularmente acho que as cinco primeiras medidas são de fato importantes para melhorar o trânsito, apesar de ser particularmente contrário ao rodízio. Aumentar a velocidade dos ônibus nos corredores de transporte não é uma medi

ÔNIBUS SÃO MAIS LENTOS QUE AUTOMÓVEIS E A QUESTÃO DOS TÁXIS

  No Caderno Cidades/Metrópole do Estado de S. Paulo de hoje (quinta, 6/3/08), na página C5 saiu uma reportagem sobre a velocidade dos ônibus em São Paulo. Lá fica claro porque as pessoas que podem preferem automóveis: a velocidade média dos automóveis é de 27 km/h pela manhã e de 22 km/h ela tarde. Nos ônibus a velocidade média é de 12 km/h , chegando em alguns trechos a 19 km/h , mas em outros fica abaixo disso. A velocidade média de um ciclista sem preparo físico, numa rua congestionada fica por volta de 22 km/h . Daí se supõem de motociclistas devem atingir uma velocidade média significativamente superior a dos automóveis. A questão reforça o quem venho dizendo a tempo: o transporte público não funciona bem, e só quem não pode usar outros meios opta por ele. Na semana passada saiu um informativo da ANTT de que o número de viagens individuais já superou o de viagens em coletivos nas cidades com mais de 60 mil habitantes. O Crescimento no uso de motocicletas contribuiu mu