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Mostrando postagens de Novembro, 2008

Trigésima postagem no blog

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Com este texto, chego a trigésima postagem do ano no blog. Não pelo fato de ser muita coisa, mas pelo fato de ser uma marca que se iguala às postagens do ano de 2007, me parece um número a comemorar. Além disso, já somo mais de 60 textos escritos, alguns mais longos, outros mais curtos, mas textos próprios, sem contar aqueles que escrevi e não tive coragem de postar. Ao mesmo tempo que chego a este texto, me parece necessário colocar que um dos meus mais assíduos leitores, que sempre me estimulou a escrever e fez comentários sobre meus textos já não lê mais o blog. O leitor do qual estou falando é meu amigo Cesar Colla, falecido no dia 12 de novembro deste ano, aos 58 anos. Colla era uma figura diferente das outras pessoas que eu conheci. Primeiramente porque era a única pessoa da sua geração que eu conhecia que se dizia abertamente positivista. Tenho amigos calvinistas, católicos, budistas, adventistas, agnósticos e ateus, mas ele era o único positivista. Sua crença na religião da h

SOBRE SÍMBOLOS E SONHOS

  Ontem, quarta-feira, 19 de novembro, o jornal nacional trazia como matéria de destaque o desespero dos diretores de Ford, General Motors e Chrysler para conseguir a aprovação no congresso de um pacote de US$ 25 bilhões para impedir a falência destas três empresas, que estão em sérios apuros financeiros. Sem o pacote, diziam os diretores, as empresas não conseguiriam terminar o ano. Não haveria dinheiro em caixa, tampouco condições para financiá-lo, de modo que a declaração de falência torna-se uma opção (ou falta de) real. Então aparecem aqueles americanos conservadores que clamam pelo salvamento das empresas, que são um "símbolo" do capitalismo americano. Eles pedem "salvem nossos empregos" para o governo americano, por conta da concorrência desleal com os japoneses, chineses, coreanos, europeus, mexicanos, etc. O último governo a "salvar" os fabricantes de automóveis foi o governo Reagan, e ai vem a questão de que símbolo eles querem salvar. As

Morte e Vida de Grandes Cidades - Jane Jacobs

RESENHA - MORTE E VIDA DE GRANDES CIDADES: CRÍTICA AO PLANEJAMENTO URBANO MODERNISTA E ALGO MAIS. por Fernando R.   "Existem hoje muitas pessoas que desejam o bem de seus países e acreditam que a coisa mais útil que elas e seus vizinhos poderiam fazer para consertar a situação seria poupar mais do que costumam... Em determinadas circunstâncias, isso estaria perfeitamente certo, mas nas circunstâncias que vivemos é um erro. Suponham que todos nós deixássemos de gastar nossas rendas e decidíssemos poupá-las por inteiro. O resultado é que todo mundo perderia o emprego. E não demoraria para que não restasse renda a gastar... Agora é hora de os governos locais se ocuparem de toda espécie de melhora sensata... Li alguns dias atrás sobre uma proposta para construir uma nova via, um bulevar largo, paralelo ao Strand, do lado sul do rio Tâmisa, unindo Westminster à City... Mas eu gostaria de fazer algo ainda maior. Por exemplo, por que não derrubar todo o sul de Londres, de Westmin

INTERVENCIONISMO A CONTA-GOTAS

            Na semana passada, última de outubro, estive em trabalho de campo pela instituição em que trabalho. Fomos para o Sudoeste do Paraná, e eu estive entrevistando agricultores familiares por conta de um projeto do governo do Paraná para a região. Fui aos municípios de Bom Sucesso do Sul e Francisco Beltrão, e gostaria de deixar aqui algumas impressões sobre o efeito da intervenção governamental na agricultura, em especial na agricultura familiar.             Para começo de história, devemos abandonar de vez o discurso oficial de que não há subsídios à agricultura no Brasil. A agricultura patronal até foi prejudicada várias vezes ao longo dos anos, mas é notório o fato de que existe uma proteção muito grande aos agricultores brasileiros, sobretudo aqueles conhecidos por agricultores familiares. O programa conhecido como PRONAF, criado no governo Fernando Henrique Cardoso é o principal instrumento desta política de subsídios, que vem sendo aplicada de forma ininterrupta pelo