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Mostrando postagens de Fevereiro, 2015

GREVE DE CAMINHONEIROS E A REVOLTA CONTRA A LEI DA OFERTA E PROCURA

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Por Fernando R. Ferro Seguindo a linha do último texto , temos nesta semana que se inicia notícias advindas da  paralisação  dos caminhoneiros e as consequências para o país. Em cidades como Foz do Iguaçu, a  paralisação  dos caminhoneiros levou a planos de contingenciamento no abastecimento de aeronaves e fez com que o preço da gasolina nos postos se avizinhasse dos R$ 5,00 o litro. Outra consequência foi afetar a produção de indústrias que dependem da movimentação pelas estradas, como o abate de animais, e também atrasar a colheita da safra, que não tem como ser transportada. O protesto dos caminhoneiros decorre de uma revolta contra a redução do preço dos fretes, que acumula cerca de 30% de baixa em algumas rotas desde o ano passado. Essa redução é fruto de duas medidas que foram amplamente aprovadas pela categoria, mas ao mesmo tempo causou temos nos compradores de frete. As medidas são a Lei do Caminhoneiro, que visou a redução do tempo máximo permitido de direção, e a implan

CARNAVAL, SOCIAL-DEMOCRACIA E DINHEIRO DOS IMPOSTOS

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Por Fernando R. Ferro.             Quando chega e passa esta época do ano, eu sempre fico um pouco mais deprimido pelo fato de ser brasileiro. Não pelos festejos de carnaval, pelos quais adoto uma postura indiferente, mas pelas manifestações carregadas de estatismo que emanam da população local. Para ilustrar o fato, vou comentar uma reportagem estendida que vi na televisão local, falando sobre o carnaval de Curitiba, que é um dos mais variados do Brasil.             Variados porque aqui em Curitiba, como se sabe, o samba no pé não é exatamente uma tradição. Aqui, no carnaval, há diversas opções para não se fazer nada. Caminhada de zumbis, festival de rock, carnaval gospel, e até mesmo alguns blocos de rua e o desfile de sábado a noite com algumas escolas de samba locais. Tudo regado a muita chuva, garoa fina e um friozinho que combina bem um cobertor fininho, uma taça de vinho e uma seção de queijos em frente a TV sintonizada no último seriado do NETFLIX. Ou seja, o Carnaval

SECA NO SUDESTE: QUANDO O AZAR ENCONTRA A INCOMPETÊNCIA

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Por Fernando R. F. de Lima.            A cada dia que passa a situação no sudeste, especialmente na Cidade de São Paulo, vai ficando mais dramática. Agora, quando se cogita o racionamento, visualiza-se um cenário no qual, pela primeira vez, as casas ficarão desabastecidas durante três, quatro ou cinco dias, e receberam água menos vezes do que o período em que permanecerão sem. Uma verdadeira mudança cultural irá se impor sobre os paulistanos se quiserem sobreviver ao próximo inverno.             A população de todo o país começa a se perguntar quem são os culpados. No fundo, um tanto da responsabilidade pela coisa toda é culpa apenas do azar mesmo. O sudeste está há dois anos com chuvas abaixo da normal climática. O verão de 2013/2014 foi atipicamente seco e o de 2014/2015 também está sendo. O inverno nesta região nunca foi generoso em chuvas. Outro fator que contribui para o cenário negativo são as temperaturas acima da média: o calor, além de elevar o consumo de água e eletricid