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Mostrando postagens de 2009

QUEM É A DIREITA QUE IRÁ SE UNIR CONTRA O LULISMO?

Por Fernando R. F. de Lima.   Quem é ou faz parte da direita que vai se unir contra o Lulismo? Serra? Marina da Silva? Estes são "a direita"? Ou será o DEM, auto-declarado centro-esquerda? Ou ainda vamos "nós", cavaleiros jedi [i] , nos aliar contra o petismo em prol da civilização ocidental? Eu nasci contra o petismo, por assim dizer, e não preciso me aliar a ninguém para combatê-lo. E o Serra não é direita, é apenas uma esquerda democrática, com agenda. É um brasileiro pensando que vive na Noruega. Só isso. Os conservadores não são liberais no Brasil; são apenas preconceituosos, anti-gays, muitas vezes racistas, contrários ao livre-mercado, defensores de um "empresariado nacional", e carolas das mais diversas religiões, indo do protestantismo obscuro ao catolicismo obscuro pré-Concilio do Vaticano II. Os liberais no Brasil, se pegarmos pelo liberalismo econômico, estão mais próximos da esquerda tucana nos costumes do que da esquerda petista, p

Avatar - um bom filme bocó.

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Primeiramente, gostaria de deixar claro aos leitores que este texto foge ao padrão do blog. É mais informal, com uma linguagem mais solta. Diria até experimental. Vou deixar registradas minhas impressões sobre um filme. Comecemos pela opinião geral. Eu achei a fotografia do filme Avatar muito bonita. Parecia um videogame. A floresta que brilha no escuro era uma atração à parte. Há, contudo, duas falhas. Primeiro o roteiro. Dá pra sacar no início qual será o desfecho da história. Segundo, o fato dos Na'vi se encarregarem ensinar sobre sua cultura ao fuzileiro. Aquilo também me pareceu muito idiota: Quando aparece um o chefe diz: ensinem-lhe tudo sobre nossa cultura. Ué, não seria o contrário? Aprendam tudo sobre a cultura dele? Os métodos de guerra, armas, etc? Achei interessante a tal conexão entre todos os seres, que não era mental, ou metafísica. Era física mesmo. Algo como um cabo USB dado pelo rabicho que todos tinham, que se conectava ao rabicho do outro como fibras óticas.

REFLEXÕES SOBRE A EDUCAÇÃO: PREDAM O BOM SELVAGEM!

Por Fernando R. F. de Lima. Aqui no meu prédio tem um vento forte vindo do leste, onde fica a Serra do Mar. Um lado do meu apartamento fica virado para o leste e do outro para o oeste. Aqui em Curitiba é sempre assim: à noite o vento sopra da serra para a cidade, e de dia da cidade para a Serra. O vento sopra para a serra pedalar em direção as montanhas no domingo de manhã, o que torna uma delícia pedalar naquela direção. Já na volta... Isto ocorre por causa da diferença de temperatura. É como a brisa no mar: de madrugada ela vai da terra, que está mais fria, para o mar, que está mais quente. De dia, principalmente à tarde, ela vai do mar para a terra, porque a terra está mais quente. O ar mais quente tem menos pressão o que leva o ar frio a se deslocar para estabilizar a diferença causada pela temperatura. É como o princípio dos vasos comunicantes. Só que o movimento nunca para, por causa da sucessão dos dias e noites. O clima do planeta inteiro funciona assim: o ar vai compensando a

LEMBRANÇAS DE UM PASSADO CADA VEZ MAIS DISTANTE

É comum que os blogs da internet sejam usados como um meio de veicular sentimentos pessoais e contar coisas sobre a vida de seus autores. Talvez pela aproximação de minha 27ª volta ao redor da estrela que jaz ao centro da órbita do nosso planeta, começo a ter recordações de um passado cada vez mais distante, o meu próprio passado, minha infância e adolescência. Estas coisas ficam ainda mais evidentes quando eu comparo a aurora de minha vida com a de minha filha, que hoje já tem nove anos. Quando eu tinha nove anos, eu vim morar em Curitiba. Posso dizer que a cidade, apesar de já ser grande, era muito diferente do que é hoje. Havia muitas ruas sem asfalto, principalmente perto de onde eu morava, no bairro do São Braz, próximo a Santa Felicidade. Eu, com a idade de minha filha, ia para a escola de vã escolar, assim como ela. Mas só no primeiro ano que estudei aqui, que foi 1992, e eu cursava a 3ª série. Em 1993, eu já ia para a escola de ônibus. Sozinho, diga-se de passagem. Eu também i

Lula - Puta que pariu!

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Depoimento de Cesar Benjamin ajuda a clarear fatos obscuros sobre a biografia do presidente, que virá a tona com o Filme Lula - o filho do Barril. Os Filhos do Brasil - por Cesar Benjamin Como atestam outrs pessoas, o testemunho de Benjamim é verídico, apesar de Silvio Tendler dizer que tudo não passou de uma piada. Piada de muito mal gosto por sinal. Vale a pena conferir também os comentários de Reinaldo Azevedo em seu blog. O menino do MEP ou Silvio Tendler para ministro da Piada

Democracia e Liberdade no Twitter

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Agora, além do site www.democraciaeliberdade.com.br, o Democracia e Liberdade incorpora também uma conta no Twitter. É mais um meio para que os leitores possam se manter atualizados com blog. Lá o limite é de 140 caracteres, portanto serão postagens menores e normalmente enviando a referência ou para o blog ou para o site, ou ainda algum outro video, texto ou site que seja interessante compartilhar. Para nos procurar no twitter, o título do micro blog é "DemoLibe" Abraço a todos os leitores.

Entrevista do Reinaldo Azevedo no Programa do Jô - segunda feira dia 23 de novembro

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Segue o link do youtube da entrevista do Reinaldo Azevedo no programa do Jô na segunda-feira. Crítica muito bem feita ao governo Lula, pra não variar, no já consagrado padrão de excelência do tio Rei. http://www.youtube.com/watch?v=PrPP-4tevwY

Conflitos de Interesse na Gestão do Transporte Público de Curitiba

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Por Fernando R. F. de Lima. O objetivo deste texto não é fazer uma dissertação formal e conclusiva sobre o tema, mas levantar algumas questões sobre o conflito atualmente existe na gestão do transporte público de Curitiba. Este conflito se dá entre os interesses dos três principais interessados no transporte coletivo da cidade: os usuários, a gestora (URBS) e as empresas de ônibus. Grosso modo, pode-se dizer que o transporte em Curitiba funciona da seguinte forma: a URBS faz uma licitação (teoricamente) para a operação das linhas de ônibus da cidade, através de blocos, em que as empresas da cidade competem para gerir as linhas pelo menor custo possível por um prazo longo (20 a 30 anos). A URBS define os horários em que as linhas terão que circular, com base em critérios "técnicos" e a quantidade de veículos. As empresas, por outro lado, recebem por quilômetro rodado, isto é, quanto mais ônibus rodando mais quilômetros por dia, maior sua remuneração. Já os usuários pagam a

A questão da casa própria

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Por Fernando R. F. de Lima. Em outros textos, quando eu abordei a idéia de cidades compactas e de soluções para o déficit habitacional, eu comentei algumas coisas sobre as políticas de aquisição da casa própria e quão deslocadas no tempo e no espaço estas idéias me pareciam. Agora vou procurar neste texto desenvolver minhas objeções às políticas para compra de casa própria sob as diversas óticas pelas quais é possível ver o problema da aquisição, manutenção e disseminação do ideal de casa própria. A primeira objeção que eu faço as políticas de casa própria é quanto o ideal que elas representam e seu contraste com a realidade. Tem-se que a estabilidade da família é dada pela local onde ela reside e a comunidade em que ela está inserida. Por isso a casa própria funcionaria como o símbolo da estabilidade das pessoas no local onde vivem. Contudo, o contexto em que vivemos hoje leva as pessoas se relacionarem de modo muito restrito com sua comunidade local, e muito mais com outras redes

MICROVESTIDO E CIVILIZAÇÃO

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Por Fernando R. F. de Lima MICROVESTIDO E CIVILIZAÇÃO Por Fernando R. F. de Lima Como alguns dos meus leitores devem saber, há tempos estou devendo uma resenha dos livros “A sociedade dos indivíduos” e “O processo civilizatório”, ambos de Norbert Elias. Contudo, não será ainda nesta oportunidade que eu vou escrever especificamente sobre ambos os livros. Dada a repercussão do caso Geyse Arruda nos jornais, na TV e na internet, entretanto, vejo uma oportunidade para inserir alguns comentários sobre o episódio baseado no que li de Elias sobre a questão dos costumes. A atitude dos alunos da UNIBAN em relação ao vestido da moça, que chegou perto do atentado a integridade física da pessoa, é algo que diz muito sobre as pessoas que lá estudam, e não apenas sobre elas, mas também sobre a nossa sociedade. Nós, brasileiros, temos um autoimagem muito positiva em relação ao sexo e as questões da sexualidade, imagem que nem sempre está perfeitamente adequada às nossas próprias atitudes. Nos vem

FUNÇÃO SOCIAL DO SOLO URBANO

Por Fernando R. F. de Lima "Art. 39. A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor, assegurando o atendimento das necessidades dos cidadãos quanto à qualidade de vida, à justiça social e ao desenvolvimento das atividades econômicas, respeitadas as diretrizes previstas no art. 2º desta Lei." Estatuto da Cidade, Capítulo III.   O Estatuto da Cidade, quando promulgado, foi recebido com grande festa e enormes esperanças pelos urbanistas e planejadores brasileiros. A razão principal do frenesi entorno desta lei é que ela trazia para a realidade de todas as cidades do país a possibilidade implantação de mecanismos de planejamento urbano. A lei passou a prever a possibilidade de implantação de coisas como o IPTU progressivo no tempo. Também definiu responsabilidades nacionais e estaduais quanto ao planejamento urbano, e permitindo a instituição de mecanismos abrangentes de planejamento p

POSSÍVEIS SOLUÇÕES PARA O DÉFICIT HABITACIONAL

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Como vimos no texto anterior, podemos atribuir o déficit habitacional a quatro razões principais: o aumento da população nas cidades; a mudança nos hábitos de moradia; a falta de crédito para a construção de imóveis e a excessiva restrição na regulação do uso do solo urbano. As duas primeiras causas são tendências da sociedade, que permitem visualizar hoje como será a demanda imobiliária amanhã. A questão do crédito é muito mal compreendida, e por isso vou detalhar aqui o que acho que seria a solução, ou ao menos o começo da solução do problema. Quando se fala em imóveis, e em crédito para sua compra, é comum nos meios de comunicação vermos informações que comparam a disponibilidade de crédito para compra de imóveis no país com outros países. A baixa relação entre crédito e PIB é utilizada como uma prova de como estamos avançando nesta questão. Como o crédito imobiliário tem aumentado, as pessoas associam isto automaticamente a uma solução do problema imobiliário. O problema, contu

O PROBLEMA DO DÉFICIT HABITACIONAL – PARTE 3

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Por Fernando R. F. de Lima. A terceira grande causa que faz persistir o déficit habitacional no Brasil é a falta de crédito no mercado imobiliário. O Brasil, como se sabe, é um país de crédito caro. Uma das principais razões para isso é o fato de que nosso governo gasta mais do que arrecada. Antes do plano real, esse buraco era coberto pela emissão de moeda, o que levava a uma inflação descontrolada; combatida a inflação, o governo passou a buscar crédito no mercado, e a emitir títulos, pagando taxas de juro elevadas como forma de compensar seu péssimo histórico. Como a demanda por dinheiro era grande, os bancos viam pouco motivo para arriscar seu dinheiro emprestando grandes somas a custo baixo para pequenos construtores. Mesmo as grandes construtoras tiveram dificuldade de se financiar no mercado. Com isso, a construção de imóveis, que é uma atividade demorada, custosa e relativamente arriscada, tornou-se um negócio pouco rentável ao longo da década de 1990. Poucos imóveis foram c

O PROBLEMA DO DÉFICIT HABITACIONAL - PARTE 2

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Por Fernando R. F. de Lima. A segunda causa da grande demanda por moradias nas cidades, que vai além do crescimento da população, é a mudança nos hábitos de moradia que ocorreu ao longo do século XX. Quando eu comentei a questão das famílias, e como elas se estruturavam, eu deixei a pista para compreender a segunda pressão existente sobre o mercado de moradias. Esta pressão é causada pelo fato de que hoje as famílias são mais compactas, mas demanda, em contrapartida, mais espaço por pessoa. Uma família típica dos anos 1950 tinha aproximadamente seis filhos. Eram oito pessoas. Estou estimando esta tipicidade com base na fertilidade média da mulher brasileira. Uma casa capaz de abrigar esta família deveria ter uma cozinha, de preferência capaz de abrigar uma grande mesa, dois quartos, uma para o casal e outro para os filhos, e um banheiro, que seria compartilhado por toda a família. Um residência de 50 m² daria conta de abrigar esta família pelo prazo de 20 anos, que seria o tempo neces

O PROBLEMA DO DÉFICIT HABITACIONAL – PARTE 1

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Por Fernando R. F. de Lima. Falar em habitação no Brasil é praticamente um monopólio dos especialistas em assistencialismo. Uma das práticas populistas mais freqüentes nas eleições, seja municipal, estadual ou federal, é a idéia de que se deve construir casas para atender a demanda da população de baixa renda. O incêndio na favela Diogo Pires, no Jaguaré, em São Paulo, neste domingo (11/10/09), levou a novas discussões sobre o problema da habitação. O fato é que mais de 60 anos depois das primeiras intervenções modernistas nas grandes cidades, e toda a história de planejamento que esta ideologia da arquitetura e do urbanismo legaram as cidades, o problema do déficit habitacional parece maior do que quando as intervenções e os grandes planos urbanos começaram. Para entender o problema do déficit habitacional é necessário, na minha opinião, conhecer primeiramente suas causas. Não se pode dizer que a falta de moradias, ou a demanda reprimida por elas seja causada por um único fator, como