Especulação Imobiliária tem de ser combatida

Abaixo vai a notícia. Meus comentários estão entre parênteses e em vermelho.

Especulação tem de ser combatida

Valorização dos imóveis pode deixar moradores tentados a vender as casas novas e voltar para áreas de invasão

João Natal Bertotti

Com a urbanização e consequente valorização dos imóveis, a favela do Parolin pode virar alvo de especulação imobiliária, que resultará na venda das novas casas entregues para as famílias reassentadas. O alerta é da arquiteta Madianita Nunes da Silva, professora e pesquisadora de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Segundo a pesquisadora, a administração pública deve criar mecanismos para inibir a venda ou a locação de imóveis oriundos de regularização fundiária. Sem isso, o beneficiado é tentado a se mudar para locais mais distantes, buscando uma nova área irregular para viver.

"É claro que a regularização representa cidadania e a população precisa estar próxima da metrópole. Mas é preciso ter medidas. O estado deve estabelecer instrumentos para evitar a especulação e fazer justiça social."

(A valorização dos imóveis é entendida como especulação imobiliária, o que é absurdo em si. Outra é a idéia de querer impedir os favelados de venderem suas casas, uma vez regularizadas, típica pretensão autoritária marxista. O estado deve estabelecer instrumentos para evitar a especulação, isto é para evitar que os imóveis se valorizem e as pessoas queiram vendê-los, e fazer justiça social, estatizando os barracos, provavelmente. Típico discurso esquerdalha vazio.)


Madianita conta que a UFPR tem um estudo sobre o mercado imobiliário da grande Curitiba, que revela tendência de alta no preço da terra em todos os municípios da região metropolitana onde crescem as ocupações irregulares, o que gera dificuldade de acesso à moradia para a população de baixa renda.

(O que ela não contam é que a tendência de alta nos preços da Região Metropolitana é consequência do quase esgotamento de novas terras para loteamento na cidade. Curitiba parece estar alcançando um tamanho máximo de expansão. O que ela também não conta é que isto é consequência de modelo de desenvolvimeto baseado no princípio de que baixas densidades são ruins e que o aluguel deve ser combatido, pra fazer "justiça social" com a propriedade alheia.)

Já o cientista social Luiz Felipe Thomaz, especialista em urbanismo e pesquisador do Observatório Imobiliário de Políticas de Solo (OIBSOLO), ligado ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional/Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ippur/UFRJ), lembra que o aluguel de imóveis na favela se tornou algo comum nos últimos anos. "Muita gente não sabe, mas morar na favela não é mais sinônimo de ter a sua casa."

O aumento das locações de barracos ocorre porque a taxa de rentabilidade do aluguel cobrado na favela é muito superior à conseguida com um imóvel normal. "Ela é de 4 a 5% na favela, enquanto um imóvel legal é bem menor, não chegando a 1%", diz Thomaz. ( Porque na favela não há leis que não permitam ao proprietário qualquer garantia quanto ao pagamento do aluguel, e porque leis de despejo funcionam na base da porrada, o que custa caro. A contrapartida à rentabilidade elevada é o risco alto. A propósito, também há casas para alugar nas favelas porque pessoas laboriosas constróem mais de um barraco para morar, o que seria impossível se tivessem que seguir todas as regulamentações que a prefeitura exige. Aí o mercado informal cresce mais rápido que a economia formal, pelo menos neste setor. Ao invés de pensar em medidas para aumentar a oferta de imóveis "populares" formais, usando esta capacidade de auto-construção como uma boa política de poupança, eles querem que o Estado controle o mercado imobiliário para evitar especulação e doe imóveis ou financiamentos subsidiados. Sempre pelo caminho mais longo, sempre pelo caminho errado.)O especialista trabalhou na pesquisa Infosolo (2006), sobre o mercado imobiliário no Brasil, feita em capitais como Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

"A violência, a localização, a acessibilidade e o peso do transporte no trabalho, tudo tem influência direta na escolha do imóvel do morador de favela. Todo mundo quer sair de um lugar com muita violência", afirma Thomaz. (Um resultado de pesquisa que não precisava nem de um especialista para ser constatado. Bastava estudar economia urbana. Conclusões: Estudei meu mestrado junto com a Madianita. Ela usou teorias esquerdalhas para "provar" a maldade de prefeitura de Curitiba ao implantar a cidade industrial aqui e mandar as indústrias poluidoras para Araucária. Eu fui falar de competitividade sistêmica. Não é nem necessário dizer porque ela dá entrevistas na Gazeta do Povo e eu não.)


Fonte: Gazeta do Povo


Autor: João Natal Bertotti

http://www.jusbrasil.com.br/noticias/672329/esperanca-no-parolin-especulacao-tem-de-ser-combatida-homicidios-caem-57



Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Comentários

Anônimo disse…
Caro editor

O senhor deveria colocar o outro texto que saiu junto com a matéria sobre a especulação imobiliária (ESPERANÇA NO PAROLIN). Por favor, ofereça ao seu leitor toda a informação. Além disso, mais importante do que foi escrito é a repercussão da notícia, afinal: a liberdade de expressão permite vários olhares sobre um mesmo tema.

Postagens mais visitadas deste blog

O ELEITOR BRASILEIRO E O EFEITO MÚCIO

O PROBLEMA DO DÉFICIT HABITACIONAL - PARTE 2

Sobre mobilidade urbana