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AS MENTIRAS QUE OS GÉGRAFOS CONTAM PARA AS CRIANÇAS

Por Fernando R. F. de Lima. Analisando o livro didático da minha filha, utilizado no colégio em que ela estuda, e sobretudo as questões colocadas para a avaliação de geografia, fiquei realmente assustando com o grau das mentiras contadas para as crianças na escola. Vou começar pelo princípio, que são os critérios de regionalização do mundo, em especial do continente americano. Segundo os autores do livro, as Américas podem ser divididas segundo o critério histórico-cultural (anglo saxã e latina), econômico (desenvolvida, subdesenvolvida), segundo o sistema econômico (capitalista e socialista) ou ainda pela história da colonização (de povoamento ou de exploração). Obviamente, tratam-se de divisões “consagradas” no passado, mas que pouco tem a ver com a realidade atual. O critério de desenvolvimento adotado, por exemplo, é simplesmente a repetição das falácias repetidas há muitos anos. Não ocorre uma busca de uma classificação que considere algum indicador de referência com...

PTbras, de novo

AÉCIO NEVES http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/99139-ptbras-de-novo.shtml PTbras, de novo Em outubro, a Petrobras completa 60 anos. Infelizmente não há o que comemorar, submersa que está em um poço de graves problemas, embora, possivelmente, isso não venha a ser impedimento para mais uma milionária campanha publicitária da estatal. É sempre oportuno recuperar a memorável jornada da criação da Petrobras. Foi um dos movimentos populares mais marcantes da história brasileira. Sensível ao grande sentimento nacionalista daquele momento, o presidente Getúlio Vargas encampou a exigência expressa em comícios e manifestações de rua. O slogan "O petróleo é nosso!" arregimentou estudantes, sindicalistas, intelectuais e outros segmentos da sociedade, no final dos anos 40 e começo dos anos 50. Nos anos recentes, os petistas levaram a frase ao pé da letra, mediante o entendimento de que o "nosso" quer dizer que a Petrobras é "deles", com exclusividade....

Marcelo Miterhof e o ônibus gratuito.

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Por Fernando R. F. de Lima Sem pagar já é assim, imaginem de graça Na Folha de 28 de fevereiro de 2013, Marcelo Miterhof, economista do BNDES sugere que as cidades brasileiras deveriam começar a pensar em subsidiar fortemente a operação dos transportes urbanos/metropolitanos como forma de melhorar a acessibilidade dos sistemas urbanos. Com isso, o resultado seria o aumento da qualidade geral dos serviços prestados, com um aumento do custo/benefícios dos ônibus para os passageiros, tendo em vista a possibilidade de adotar veículos melhores e sobretudo as tarifas inexistentes. Contudo, há neste raciocínio algumas falhas. Vou tomar como exemplo o sistema de transporte coletivo de Curitiba, que já é fortemente subsidiado. De acordo com as estatísticas oficiais, menos da metade dos passageiros do transportados paga passagem em Curitiba. A grande maioria utiliza-se de gratuidade (caso dos idosos, deficientes, operadores do sistema, oficias de justiça e carteiros) ou isenção parcia...

O INTERVENCIONISMO NO MERCADO DE COMBUSTÍVEIS

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Por Fernando R. F. de Lima.           É cada vez mais claro que as políticas adotadas pelo governo Dilma e por seu antecessor estão fazendo um estrago muito grande no setor energético brasileiro. A mais recente investida no setor elétrico acabou, indiretamente, expondo as falhas de planejamento que deixaram o país a beira de um racionamento de energia elétrica, tema aliás que foi utilizado pelos petistas como forma de atacar os governos de Fernando Henrique Cardoso.             Além disso, a política desastrada de intervenções sucessivas na Petrobrás, utilizando esta empresa como porta de estratégia de combate a inflação, acabou levando outro setor, o da produção de etanol, a uma crise que parece difícil de compreender a um observador externo.A tabela a seguir, compilada a partir de dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) permite verificar o tamanho da intervenção nos preços que vem sendo praticada no mercado interno. A ...

VISÕES DO CHILE

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Por Fernando R. F. de Lima Semana passada estive em viagem ao Chile para apresentar um texto no Congresso Internacional do Conhecimento, escrito em parceria com meu amigo e colega Agemir . O congresso ocorreu na cidade de Santiago, e como era minha segunda visita a esta cidade, resolvi escrever um pouco sobre o que vi por lá, mas, sobretudo, sobre as diferenças entre este país e os outros latino-americanos que conheço. O Chile tem pouco mais de 17 milhões de habitantes e Santiago pouco menos de 6 milhões. Como qualquer capital latino-americana, é uma cidade grande, com várias áreas pobres distantes do centro. Do alto do Cerro San Cristóbal é possível ver vários bairros que poderiam ser facilmente confundidos com favelas, o mesmo ocorrendo à margem de algumas rodovias. Por causa da presença constante de abalos sísmicos, as edificações são geralmente baixas, o que não impede que o centro tenha diversos edifícios muito elevados. O maior prédio da América Latina está em constru...

COMO MELHORAR A PRODUTIVIDADE NAS CIDADES - PARTE 2: Serviços Urbanos

Por Fernando R. F. de Lima. Outros investimentos que devem ser realizados no sentido de melhorar a produtividade geral da economia dependem basicamente de mudanças em legislações específicas que impedem ou entravam algumas atividades comerciais e de serviços. Isto porque, muitas legislações foram criadas no sentido de criar barreiras de mercado para os serviços dentro das cidades. Não sei se alguém já reparou, mas em várias cidades notamos uma grande concentração de lojas de carros em algumas avenidas. Pergunto, no entanto, se alguém já viu duas revendas da mesma marca na mesma rua. A resposta deverá ser não, a menos que a rua em questão seja suficientemente longa para evitar que as duas lojas de carro da mesma marca disputem o mesmo espaço. Isso decorre de uma lei do final dos anos 1970 que dispõem sobre os serviços prestados por concessionários de veículos automotores (exceto os agrícolas). Esta lei é de responsabilidade nacional, obviamente, mas afeta diretamente a produtivi...

EFEITOS DE UM MERCADO FECHADO: Bicicletas.

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Por Fernando R. F. de Lima. Houston Fischer             Apesar de expostos à concorrência externa desde a década de 1990, o mercado nacional de bicicletas ainda é excessivamente fechado. Isso ocorre apesar do Brasil ser um dos maiores produtores de bicicletas do mundo. Apesar de ter produzido em 2011 4,630 milhões de unidades foram exportadas apenas 2.405. As importações também foram pequenas, de apenas 369.206 unidades. Deve-se destacar que o Brasil é o terceiro maior fabricante mundial de bicicletas, perdendo apenas para China e Índia. Houston             No entanto, a “indústria” nacional de bicicletas é obsoleta, produzindo predominantemente produtos de baixo valor agregado com tecnologias defasadas. Um exemplo prático pode ser encontrada nas bicicletas chamadas utilitárias, aquelas que servem para deslocamentos urbanos de curta distância com a conveniência...