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A CULPA PELO TRANSPORTE PÚBLICO RUIM NÃO É DA CLASSE MÉDIA

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Por Fernando R.   Neste domingo, novamente a Gazeta do Povo publicou uma reportagem sobre o transporte urbano em Curitiba, com o título "Por que a classe média foge do ônibus?". As deficiências no transporte público são apresentadas, mas outra vez as agressões vão contra o transporte individual, que é considerado como o grande beneficiado das políticas urbanas, com o aumento de pistas, facilidades de estacionamento, etc. A redução no número de passageiros transportados nos ônibus em Curitiba é apontada como tendo uma relação direta com o aumento da frota de veículos. O raciocínio básico é o seguinte: quando mais automóveis, menos passageiros nos coletivos. No entanto algumas das informações apresentadas pelo jornal permitem desmenti-lo em relação sua hipótese básica. A redução ou crescimento no número de passageiros no transporte coletivo não tem uma relação direta com o aumento da frota de veículos particulares. Como eu já demonstrei em outro texto, existe uma relação ...

DISCUTINDO HANS HERMANN HOPPE: PERIGOS DOGMATISMO LIBERAL

DISCUTINDO HANS HERMANN HOPPE: PERIGOS DOGMATISMO LIBERAL [i]   Por Fernando Raphael Ferro de Lima.   O autor, no capítulo 2 do livro " Uma Teoria sobre o Socialismo e o Capitalismo " [ii] , se propõe a analisar os conceitos elementares ou naturais e que serão empregados para conhecer as diferenças entre o socialismo e o capitalismo. Ele parte do princípio de que todas as sociedades são, em alguma medida, socialistas e capitalistas, sob diversos aspectos. Apesar de liberal e simpático as idéias do autor, vou neste texto empreender uma crítica do capítulo 2 onde são desenvolvidas as definições de capitalismo, socialismo, agressão e propriedade, e apontar o problema para o campo onde as definições simples dos liberais tem levado têm permitido a vitória dos "socialistas": o campo dos costumes. Na economia, atualmente há um consenso generalizado de que a propriedade privada e a competição são os melhores meios de se estimular a produtividade, e que, portanto...

ASLFALTO É O PRINCIPAL DESEJO DOS CURITIBANOS

ASFALTO É O PRINCIPAL DESEJO DOS CURITIBANOS. por Fernando R.               Num texto na Gazeta do Povo de domingo discute-se o resultado da pesquisa que fora feita entre os curitibanos em 2008, às vésperas das eleições municipais e o compara com outra, feita nos anos 1970 antes da principais "soluções" urbanistas serem implementadas na cidade. A principal reivindicação dos curitibanos era, e ainda é, por pavimentação adequada nas ruas.             O autor do texto no jornal tenta argumentar porque as pessoas se preocupam apenas com o asfalto deixando as outras questões de lado, e assim procura mostrar que os políticos devem agir como visionários, vendo os problemas que o povo não enxerga. Além disso, aponta-se que Curitiba é uma cidade que conseguiu fugir da armadilha dos viadutos, e que as soluções urbanísticas são possíveis na cidade.     ...

PROBLEMAS DE DIFÍCIL SOLUÇÃO: SAÚDE, EDUCAÇÃO E ECONOMIA

PROBLEMAS DE DIFÍCIL SOLUÇÃO: SAÚDE, EDUCAÇÃO E ECONOMIA   Por Fernando R.               Há vários problemas sociais de solução complexa, que muitas vezes levam a propostas simplistas oferecidas pelos liberais. Os sistemas de saúde e educação são exemplos deste tipo de problema. Porque ambos os campos do conhecimento são fundamentais para o aumento da produtividade da economia, já que garantem que os trabalhadores vivam melhor e por mais tempo, e tenham uma vida profissional mais rica e criativa.             Nas sociedades modernas a escolha foi pelo subsídio a estas áreas da vida social, normalmente garantidas pelo estado como direitos fundamentais no homem. Mesmo nos EUA, que são a terra da liberdade e oportunidade, a educação e a saúde continuam sendo, de uma forma ou de outra, subsidiadas.           ...

COMO O SUBSÍDIO CRIA DISTORÇÕES NO MERCADO DE PRODUTOS AGRÍCOLAS

 por Fernando R. Conforme o prometido no artigo anterior, volto a questão dos subsídios agrícolas e as distorções que ele cria. Para tanto, vou usar como referência um texto já um tanto velhinho, de 2000, sobre a produção brasileira de soja a partir do olhar americano. Quem quiser conferir o texto, é só clicar no link no final. Basicamente, os autores discutem a possibilidade de os agricultores americanos do Iowa competirem com os brasileiros do Mato Grosso. Analisando os custos de produção, observa-se que os brasileiros levam vantagem no custo menor da semente, do trabalho, da maquinaria e levam desvantagem em outros custos, como fertilizantes, herbicidas e inseticidas. Além disso são computados outros custos nos quais os autores apontam o Brasil com vantagem, sem especificá-los. Quando são computados apenas estes custos, os agricultores americanos tornam-se mais competitivos que os brasileiros, principalmente pelo preço muito maior pago no Brasil pelos fertilizantes. Se são compu...

ALTA NO PREÇOS DOS ALIMENTOS PODE LIVRAR-NOS DAS POLÍTICAS AGRÍCOLAS

Por Fernando R.   Durante toda a segunda metade do século XX o preço dos alimentos caiu em termos reais frente aos outros produtos, sobretudo os industrializados. A renda dos agricultores entrou num processo de queda acentuada, por conta do barateamento dos preços do milho, trigo, arroz e soja. Em grande parte dos países europeus e nos EUA foram adotadas políticas para a proteção dos agricultores e manutenção dos preços dos produtos agrícolas de modo a evitar a evasão completa das áreas rurais nos países menos competitivos. Países como o Brasil, neste meio tempo, viram o campo se esvaziar num processo de migração em massa para a grandes cidades. Se nos anos cinqüenta do século XX a maior parte da população brasileira vivia na zona rural, nos anos 2000 mais de 80% encontrava-se nas cidades. Este processo levou a favelização dos grandes centros urbanos, e a criação de uma grande massa de pessoas subempregadas, pessoas que acabaram contribuindo para o processo de industrialização ...

RETOMANDO AS ATIVIDADES DO BLOG

    Durante os últimos dois meses estive envolvido em atividades que me deixaram pouco tempo para o blog. Dentre elas, a conclusão de um livro, no mês de junho e o descanso de férias, no mês de julho, já que a muito tempo não parava para viajar com a família, visitar lugares de diferentes e fugindo da rotina cotidiana. No entanto, já neste final do mês de julho espero encaminhar alguns textos para o blog sobre temas que serão discutidos neste segundo semestre. Espero que aqueles que costumavam ler o blog com alguma freqüência não tenham desistido completamente de acessá-lo. Fica também a esperança de que aumente o número de leitores e as contribuições e críticas aos meus textos e idéias.   Um abraço a todos os leitores   Fernando R. Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. Crie um email novo com a sua cara @ymail.com ou @rocketmail.com.