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GREVE DE CAMINHONEIROS E A REVOLTA CONTRA A LEI DA OFERTA E PROCURA

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Por Fernando R. Ferro Seguindo a linha do último texto , temos nesta semana que se inicia notícias advindas da  paralisação  dos caminhoneiros e as consequências para o país. Em cidades como Foz do Iguaçu, a  paralisação  dos caminhoneiros levou a planos de contingenciamento no abastecimento de aeronaves e fez com que o preço da gasolina nos postos se avizinhasse dos R$ 5,00 o litro. Outra consequência foi afetar a produção de indústrias que dependem da movimentação pelas estradas, como o abate de animais, e também atrasar a colheita da safra, que não tem como ser transportada. O protesto dos caminhoneiros decorre de uma revolta contra a redução do preço dos fretes, que acumula cerca de 30% de baixa em algumas rotas desde o ano passado. Essa redução é fruto de duas medidas que foram amplamente aprovadas pela categoria, mas ao mesmo tempo causou temos nos compradores de frete. As medidas são a Lei do Caminhoneiro, que visou a redução do tempo máximo per...

CARNAVAL, SOCIAL-DEMOCRACIA E DINHEIRO DOS IMPOSTOS

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Por Fernando R. Ferro.             Quando chega e passa esta época do ano, eu sempre fico um pouco mais deprimido pelo fato de ser brasileiro. Não pelos festejos de carnaval, pelos quais adoto uma postura indiferente, mas pelas manifestações carregadas de estatismo que emanam da população local. Para ilustrar o fato, vou comentar uma reportagem estendida que vi na televisão local, falando sobre o carnaval de Curitiba, que é um dos mais variados do Brasil.             Variados porque aqui em Curitiba, como se sabe, o samba no pé não é exatamente uma tradição. Aqui, no carnaval, há diversas opções para não se fazer nada. Caminhada de zumbis, festival de rock, carnaval gospel, e até mesmo alguns blocos de rua e o desfile de sábado a noite com algumas escolas de samba locais. Tudo regado a muita chuva, garoa fina e um friozinho que combina bem um cobertor fininho, uma taça ...

SECA NO SUDESTE: QUANDO O AZAR ENCONTRA A INCOMPETÊNCIA

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Por Fernando R. F. de Lima.            A cada dia que passa a situação no sudeste, especialmente na Cidade de São Paulo, vai ficando mais dramática. Agora, quando se cogita o racionamento, visualiza-se um cenário no qual, pela primeira vez, as casas ficarão desabastecidas durante três, quatro ou cinco dias, e receberam água menos vezes do que o período em que permanecerão sem. Uma verdadeira mudança cultural irá se impor sobre os paulistanos se quiserem sobreviver ao próximo inverno.             A população de todo o país começa a se perguntar quem são os culpados. No fundo, um tanto da responsabilidade pela coisa toda é culpa apenas do azar mesmo. O sudeste está há dois anos com chuvas abaixo da normal climática. O verão de 2013/2014 foi atipicamente seco e o de 2014/2015 também está sendo. O inverno nesta região nunca foi generoso em chuvas. Outro fator que contribui para o cenário negativo são a...

ERROS ESTRATÉGICOS E O ETERNO RETORNO

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Por Fernando R. Ferro Nesta última semana de janeiro, para encerrar o primeiro mês de 2015 e como que num resumo do que será este ano, os motoristas e cobradores do transporte coletivo da cidade resolveram realizar uma paralização durante dois dias. De acordo com a categoria, o motivo foi o não pagamento do “vale”, um adiantamento salarial no valor de R$ 16 milhões, decorrente do atraso nos repasses por parte da prefeitura às empresas de ônibus. O prejuízo gerado pelas externalidades da paralização calculado pelas associações patronais do comércio e indústria, medido pelas abstenções ao trabalho e custos com o deslocamento de funcionários e perdas de produtividade chegaram, segundo disseram, a R$ 500 milhões. Obviamente, a grande culpa por este caos é da má administração de Gustavo Fruet que vem cometendo uma séria de erros estratégicos na gestão do transporte coletivo desde que assumiu. Em meu blog, são inúmeras as críticas ao modelo de gestão do transporte coletivo da cidade. ...

AOS INTOLERANTES, INTOLERÂNCIA!

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Por Fernando Raphael Ferro. O amor é mais forte que o Ódio: Será?              Nos anos 1950, após a Segunda Grande Guerra, muita discussão houve no meio liberal sobre a necessidade ou não se proibir ou liberar as manifestações nazi-fascistas e mesmo comunistas no mundo ocidental. A posição de grandes nomes pró-liberdade, como Hayek, por exemplo, era a de que não se pode ser tolerantes com os intolerantes. Do mesmo modo, filósofos como Raymond Aron, da França, em Sociedade Aberta e seus Inimigos, já destacavam que os liberticidas utilizam-se das próprias liberdades das sociedades abertas para destruí-las.             Trago este prelúdio à tona a respeito das manifestações de notórios liberticidas à respeito dos atentados cometidos pelos fanáticos/lunáticos muçulmanos contra os jornalistas franceses na semana anterior. Destaco o texto repugnante daquele que já foi padre da Santa Madre [1...

UM COMENTÁRIO SOBRE RELAÇÃO HOMEM-NATUREZA

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Por Fernando R. Ferro             Pesquisei rapidamente em meu blog se havia uma resenha do livro o Homem e o Mundo natural, de Keith Thomas, que li sob indicação de meu amigo Anselmo Heidrich há alguns anos atrás e nada encontrei. Pena. Foi um dos livros que mais marcaram minha revisão sobre os conceitos acerca do mundo moderno, juntamente com o livro de Norbert Elias sobre o Processo Civilizatório. Os dois tratam, de modo diferente, sobre mudanças de costumes e atitudes, dos homens no período do renascimento à idade moderna.             A questão é que o texto anterior, levado pela análise das fotos, me motivou a rever o livro de Keith Thomas, e achei interessante trazer aos leitores um comentário a respeito do final do livro no qual o autor destaca o seguinte: “As crianças de hoje que, alimentadas por uma dieta de carne e protegidas por uma medicina desenvolvida atravé...

OLHANDO O PASSADO

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        Por Fernando R. Ferro           A duas fotos abaixo são da Biblioteca Nacional da Irlanda e encontram-se no arquivo dela no Flickr. mostram as ruas de alguma cidade da Irlanda do Norte, provavelmente Belfast, entre o final do século XIX e início do século XX. É de se notar que os bondes já são movidos a eletricidade e dividem o espaço com carroças puxadas a cavalos. Na primeira imagem há um senhor de chapéu atravessando a rua que parece prestes a ser atropelado.               Na segunda foto, de 1930, mostra o Albert Memorial em Belfast, tomada de um ponto de vista muito mais elevado, onde é possível notar a presença de vários automóveis. Vários deles utilitários transportando objetos. Poucos particulares. Ainda há um tráfego bastante significativo de carroças. Nada semelhante, porém, ao que vemos hoje em nossas cidades. Há também um senhor se deslocando numa moto, logo ao lado de uma b...