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BAIXO CLERO OU ALTO CLERO: QUAL A CASTA DE WALDIR MARANHÃO, EL BIGODON?

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Por Fernando Raphael Ferro             Após a decisão aparentemente aloprada de anular a votação do impeachment na Câmara dos Deputados, e voltar atrás menos de dois dias depois, tendo em vista a repercussão negativa, Waldir Maranhão, deputado do PP do Maranhão saiu do anonimato para os holofotes nacionais, como algoz dos coxinhas e herói daquele 1% que continua a defender o decrépito governo Dilma.             Porém, o retrato que foi feito desta curiosa figura vinda dos rincões maranhenses está, em minha opinião, um tanto deslocada do seu real papel status dentro da câmara de deputados. A “maranhada”, apelido dado ao ato por Helio Schwartzman, colunista da Folha de S. Paulo em editorial de hoje, foi entendida por Renan Calheiros como uma “brincadeira com a democracia”. Gilmar Mendes, ministro do STF, classificou a decisão de “Operação Tabajara”. Em suas palavras: “...

ESQUERDAS E DIREITAS

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Por Fernando Raphael Ferro             Neste domingo, depois da macarronada da mama, por acaso estava deitado no sofá zapeando a TV e dei de cara com o programa de Roberto D’ávilla entrevistando Cristovam Buarque na Globo News. Surpresa minha foi ver o senador do Distrito Federal defendendo o impedimento da ex-presidente em exercício Dilma Rousseff, além de várias outras teses absolutamente sensatas, sensatas até demais para um dos grandes ícones da esquerda.             Buarque, que já foi candidato à presidência da república, disse, entre outras coisas, que estabilidade monetária sempre foi relegada a segundo plano na América Latina. Mas que estabilidade monetária é questão de honestidade, de caráter, porque inflação é roubo. Parece ser o tipo de coisa saída da boca de liberais direitistas raivosos, que espumam e esbravejam clamando pela “ROTA na rua”, mas na verdade é uma coisa tão simples, óbvi...

ESTADO ATUAL DAS COISAS PASSAGEIRAS.

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Dia mais, é nosso! Fernando Raphael Ferro. No último mês me desliguei um tanto das atividades do blog. Muitas coisas interessantes pra fazer como atividade de lazer, além de alguns problemas pessoais e complicações de ordem profissional para resolver me impediram de assentar a cabeça e colocar ideias no papel. Não que elas faltem. Sempre há algo para comentar. Mas de certa forma, o imobilismo do governo Dilma contagia como um todo o país, em praticamente todas as áreas. O decréscimo da atividade produtiva impede que novidades se avolumem na cena atual. E o desenrolar do processo de impeachment também parece titubeante. O que mais me preocupa, no fundo, é que as reformas fundamentais para desenrolar o país continuaram pendentes independentemente de quem assuma o poder nos próximos anos. Obviamente, pior será com o PT e Dilma, pela própria incompetência deles em fazer qualquer coisa. Mas o cenário vislumbrado com o PMDB, Temer a frente, não é muito melhor. Sabemos que mui...

ONDE CABEM MIL...

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Por Fernando Raphael Ferro                Após a manifestação de ontem, os jornais logo começam as estimativas para saber quantas pessoas compareceram aos protestos. Neste momento, as estimativas começam a divergir, porque nem todo mundo estima os número utilizando uma metodologia correta. O mais certo a ser fazer, neste caso, é realizar uma estimativa do espaço total coberto pela massa e então realizar um cálculo de densidade de área.             No momento da concentração, na Praça Santos Andrade, o polígono ocupado pelos manifestantes era aproximadamente o da imagem a seguir. A densidade era de algo como 2 a 3 pessoas por metro quadrado. A área estimada, com base no Google Earth, é de 4.725m². Isso implica algo entre 9,5 mil e 14 mil pessoas. Meu palpita pessoal seria algo como 9 mil e 10 mil pessoas na concentração.           No pico da mani...