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SHORTINHO NA ESCOLA, FEMINISMO E LIBERDADE

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Por Fernando Raphael Ferro de Lima.             Um protesto de 300 meninas em Colégio na capital da república dos pampas, também conhecida como Porto Alegre, gerou, para minha surpresa, um monte de reações contrárias dentro de um grupo de “ateus” que participo no Facebook. A surpresa decorre do fato de que os indignados são pessoas que se revoltaram contra determinadas regras da sociedade, impostas sem questionamento, e de outras que defendem comportamentos criticados por ideologias religiosos, como o homossexualismo, casamento de pessoas do mesmo sexo, etc.              No entanto, o ato das meninas que protestaram pelo direito de utilizar shorts na escola durante o verão foi taxado por muitos como algo esdrúxulo. Meninas de 13/14 anos foram taxadas de “aprendizes de feminazis”, “vagabundas”, entre outros termos ainda mais chulos. Muitos bradavam que o ambiente escolar não era adequado ao...

ENSINO NO BRASIL: COMO AVANÇAR?

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Por Fernando R. F. de Lima.             Estimulado pelo amigo Anselmo Heidrich e seu breve texto sobre o legado educacional de Paulo Freire , me sinto tentado a especular sobre os caminhos a serem percorridos para avançarmos nesta que é hoje a maior fragilidade do Brasil. Antes que me digam que isto não é da minha conta, respondo antecipadamente que é. E por vários motivos. Primeiramente, sou licenciado em Geografia, portanto legalmente habilitado para trabalhar como professor. Depois, tenho alguns anos de experiência no magistério, desde a antiga quinta série do ensino fundamental até o nível universitário. Além disso, sou aluno, atualmente, de um curso de graduação em engenharia, onde posso contemplar minhas próprias deficiências em minha formação em matemática e, por fim, sei que a péssima qualidade do ensino afeta diretamente as possibilidades de aumento da produtividade do trabalho e da economia como um todo.  ...

AS MENTIRAS QUE OS PROFESSORES DE GEOGRAFIA CONTAM PARA SI PRÓPRIOS

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Por Fernando R. F. de Lima. Professores, de qualquer disciplina, mas de geografia, que é meu foco, quando atacados em sua zona de conforto tornam-se criaturas muito agressivas. Na elaboração da defesa de suas práticas, tendem a buscar culpados e a contar novas mentidas, desta vez para si próprios. Obviamente, este comportamento irresponsável de sempre atribuir aos outros a culpa pelos próprios atos é em si mesmo uma amostra do tipo de ideologia que permeia toda a sociedade. Como diz Luiz Felipe Pondé , a ideologia de que o homem é bom, mas corrompido pela sociedade má, permeia quase toda a cultura. Para defender, portanto, a pureza de sentimentos dos professores de geografia que ensinam bobagens aos alunos, cheias de teorias ultrapassadas, a culpa recai sobre dois tipos malévolos: os escritores de livros didáticos e os diretores de escola. No entanto atribuir a escolha do livro ao diretor da escola é a) mostrar desconhecimento da realidade do ensino brasileiro, tanto privado qu...

AS MENTIRAS QUE OS GÉGRAFOS CONTAM PARA AS CRIANÇAS

Por Fernando R. F. de Lima. Analisando o livro didático da minha filha, utilizado no colégio em que ela estuda, e sobretudo as questões colocadas para a avaliação de geografia, fiquei realmente assustando com o grau das mentiras contadas para as crianças na escola. Vou começar pelo princípio, que são os critérios de regionalização do mundo, em especial do continente americano. Segundo os autores do livro, as Américas podem ser divididas segundo o critério histórico-cultural (anglo saxã e latina), econômico (desenvolvida, subdesenvolvida), segundo o sistema econômico (capitalista e socialista) ou ainda pela história da colonização (de povoamento ou de exploração). Obviamente, tratam-se de divisões “consagradas” no passado, mas que pouco tem a ver com a realidade atual. O critério de desenvolvimento adotado, por exemplo, é simplesmente a repetição das falácias repetidas há muitos anos. Não ocorre uma busca de uma classificação que considere algum indicador de referência com...

REFLEXÕES SOBRE A EDUCAÇÃO: PREDAM O BOM SELVAGEM!

Por Fernando R. F. de Lima. Aqui no meu prédio tem um vento forte vindo do leste, onde fica a Serra do Mar. Um lado do meu apartamento fica virado para o leste e do outro para o oeste. Aqui em Curitiba é sempre assim: à noite o vento sopra da serra para a cidade, e de dia da cidade para a Serra. O vento sopra para a serra pedalar em direção as montanhas no domingo de manhã, o que torna uma delícia pedalar naquela direção. Já na volta... Isto ocorre por causa da diferença de temperatura. É como a brisa no mar: de madrugada ela vai da terra, que está mais fria, para o mar, que está mais quente. De dia, principalmente à tarde, ela vai do mar para a terra, porque a terra está mais quente. O ar mais quente tem menos pressão o que leva o ar frio a se deslocar para estabilizar a diferença causada pela temperatura. É como o princípio dos vasos comunicantes. Só que o movimento nunca para, por causa da sucessão dos dias e noites. O clima do planeta inteiro funciona assim: o ar vai compensando a ...