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COMO VARIAM OS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

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COMO VARIAM OS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS Por Fernando Ferro             Hoje pela manhã, numa maravilhosa segunda-feira de frio e chuva em Curitiba, eu levava meu filho para escola enquanto ouvia a BandNews, especificamente os comentários matinais do Boechat. A indignação do dia era o fato de que, apesar da redução de R$ 0,46 no preço do diesel, o precioso líquido continuava mais caro que antes da greve. E a questão toda era: por quê?             Apesar de resposta parecer óbvia, Boechat dizia não entender o que se passava. A princípio me pareceu um comentário irônico, mas então parei pra refletir que talvez a variação no preço fosse realmente um mistério para a maioria dos consumidores. E a revolta contra o a variação no preço do diesel, que já tratei em outro texto, pode ser derivada além da revolta contra a oferta e a procura, de um desconhecimento de como funciona a fo...

AS COMMODITITES, O MERCADO GLOBAL E UMA QUESTÃO PARA O SÉCULO XXI?

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Por Fernando Raphael Ferro Bem vindo ao século XXI              A Folha de S. Paulo de hoje noticiou a queda do barril de petróleo abaixo dos US$ 50,00 em Londres. Seu preço está cotado já há algumas semanas abaixo disse nos EUA e a tendência parece ser de queda. As grandes petrolíferas estão todas em situação parecida: cortes em investimentos, redução de postos de trabalhos e margens de lucro cada vez mais apertadas.             Há muitas explicações para o que está ocorrendo no mercado global de petróleo, mas a questão é que a queda de preços não ocorre apenas neste setor. A mesma Folha noticia igualmente a queda nos preços da soja e do minério de ferro. A culpada da vez é a China, cuja demanda freou sua economia, que agora, desaquecida, tem crescimento projetado de “apenas” 7% para este ano. O valor é ainda muito alto, sobretudo considerando o montante do PIB chinês. Contudo o apetite...

O INTERVENCIONISMO NO MERCADO DE COMBUSTÍVEIS

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Por Fernando R. F. de Lima.           É cada vez mais claro que as políticas adotadas pelo governo Dilma e por seu antecessor estão fazendo um estrago muito grande no setor energético brasileiro. A mais recente investida no setor elétrico acabou, indiretamente, expondo as falhas de planejamento que deixaram o país a beira de um racionamento de energia elétrica, tema aliás que foi utilizado pelos petistas como forma de atacar os governos de Fernando Henrique Cardoso.             Além disso, a política desastrada de intervenções sucessivas na Petrobrás, utilizando esta empresa como porta de estratégia de combate a inflação, acabou levando outro setor, o da produção de etanol, a uma crise que parece difícil de compreender a um observador externo.A tabela a seguir, compilada a partir de dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) permite verificar o tamanho da intervenção nos preços que vem sendo praticada no mercado interno. A ...