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ZONA CALMA PARA UMA TRIBO ESTRESSADA

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Por Fernando Raphael Ferro.              O prefeito da gloriosa terra de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, também conhecida como Curitiba, resolveu adotar num perímetro ao redor da área central limites de velocidade mais baixos (40km/h), fiscalizados por radares fixos, com o intuito de criar uma zona calma na cidade. A fiscalização iniciou dia 16 de novembro, que pode ser considerada a data em que o esquema começou a vale de verdade.             Como consequência, nas redes sociais é possível verificar a irritação e nervosismo dos motoristas com a medida do prefeito, visto que hoje em dia as multas por excesso de velocidade são bastante elevadas, e as consequências podem ser muito desagradáveis. Uma infração gravíssima, como por exemplo superar em 50% a velocidade permitida na via, pode render multa de mais de R$ 500,00 além da suspensão do direito de dirigir, e 7 pontos na habilitaç...

Desafios para a Política de Transporte no Brasil

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Por Fernando R. Ferro Ontem, dia 24 de março de 2015, realizei uma palestra no Instituto Histórico Geográfico do Paraná sobre o tema Desafios para uma Política de Transporte no Brasil. Na sequencia, compartilho o vídeo com vocês, que foi gravado pelo meu amigo e colega Gino Schlesinger.

UMA HISTÓRIA EVOLUTIVA (INCOMPLETA) DOS TRANSPORTES URBANOS

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Por Fernando R. F. de Lima. Imaginemos uma grande cidade nos anos 60 do século XIX. A paisagem é tomada por lama, cascos de cavalo e, principalmente, ferraduras soando contra calçamentos de granito, estrume, vapores diversos provenientes da queima de carvão vegetal e mineral e, eventualmente, o apito de trens que ao largo lançam fumaça ao ar. Alguns anos mais tarde, nos anos 70 ou 80, estes trens já seriam utilizados para o transporte interno de passageiros, e seria cada vez mais comum na cena urbana bondes puxados por cavalos ou mulas percorrendo trilhos pela cidade. Mas o barulho dos cascos contra o granito e do metal contra o metal ainda seria onipresente, bem como a presença da fumaça de carvão. Deixando o século XIX de lado e pulando para o mundo do imediato pós-guerra, teremos um mundo bem diferente. Nas grandes cidades, a pobreza impera. Como devem saber todos, manter um cavalo é algo caro, cerca de R$ 1,5 mil por mês (conta que o ex-governador Requião não pagava, diga-se ...