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GERAÇÃO TODDYNHO PROTESTANDO PELA EDUCAÇÃO

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Por Fernando Raphael Ferro. Seria cômico se não fosse trágico o papel novamente desempenhado pela “educação” no Estado do Paraná. A turminha que no ano passado se envolveu na mais sangrenta batalha contra a polícia militar, quando a mando da CUT, PT e APP tentaram invadir a Assembleia Legislativa, promove agora em parceria com a UPE uma invasão ridícula e absurda das escolas seguida de mais uma greve de professores. Como pretexto utilizam as bandeiras de mobilização contra a MP da reforma do ensino médio e a PEC do teto de gastos, ambas as bandeiras nacionais que não causaram maiores comoções em outros estados. Ao contrário, chega a ser ridiculamente reacionária a revolta dos estudantes contra uma reforma de um sistema de ensino médio tão atrasado quanto o nosso. Reacionários, a propósito, é a palavra que melhor se adequa a militância de esquerda hoje presente no Estado: são contra a reforma da previdência, atualmente o maior mecanismo concentrador de renda no país; cont...

Por que o Paraná deveria ser meu país

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Por Fernando Raphael Ferro Uma coisa sempre a considerar é o seguinte: qual o percentual dos impostos arrecadados permanece nos estados como receita tributária? Para ter uma ideia, no Paraná, dos R$ 280 bilhões arrecadados anualmente, R$ 50 bilhões compõem a receita estadual e outros R$ 48 bilhões vão para os municípios. São R$ 98 bilhões. A União, justiça seja feita, paga benefícios do bolsa família, salários de servidores federais, manutenção de rodovias federais e também aposentadorias do INSS. Mas será que isso tudo ultrapassa R$ 180 bilhões? Duvido muito. O orçamento do DNIT para o Paraná é inferior a R$ 200 milhões por ano. Se utilizarmos o mesmo percentual da população brasileira (1,6%) [1] , dá pra estimar em 170 mil o número de funcionários públicos federais. A um salário médio de 10 mil por mês, isso daria aproximadamente R$ 23,46 bilhões em salários por ano. Eram 408 mil o número de beneficiários do Bolsa Família no Paraná no final de 2014 [2] . Que sejam 450 mil hoje. ...

ENORME CAPACIDADE PARA MANTER-SE CONTRA O POVO

Por Fernando Raphael Ferro. Este texto, ao contrário dos demais, tem um quê um pouco mais autobiográfico. Está relacionado ao meu incomum talento em manter-se quase sempre contra a opinião majoritária nos mais diversos assuntos, independentemente do tamanho da comunidade em questão. A um certo ponto, passei a considerar esta falta de habilidade demagógica algo como um talento único, já que sondando minha opinião é relativamente fácil saber de que lado a maioria do povo ficará.             Hoje por sinal, tive uma amostra muito claro disso numa reunião de pais na escola que minha filha a passou a frequentar. O assunto era uma discussão infrutífera sobre o calendário escolar e os dissabores da reposição escolar. A diretora da escola, com seu modo professoral começou a discorrer sobre a importância do apoio da comunidade à greve, e da importância da luta que eles tiveram que conduzir, etc., etc., até o momento em que começaram a f...

LIVRES DO BRASIL – O FALSO FEDERALISMO BRASILEIRO

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Por Fernando Raphael Ferro             Em teoria o Brasil é uma República Federativa. Quem já estudou um mínimo de ciência política sabe que os Estados modernos dividem-se, grosso modo, em unitários e federativos. No primeiro caso temos os exemplos de Argentina, Uruguai e Paraguai. No segundo, Brasil, Estados Unidos e México.             As monarquias também apresentavam divisões semelhantes. Reinos eram usualmente extensões do domínio de uma única família. Eram unitários. Impérios aglutinavam diversos reinos, estados, províncias e territórios sob seus domínios. A Inglaterra, Portugal e Espanha foram desde muito cedo impérios multinacionais. Mas sempre houve pequenos reinos e principados, que mantiveram sua independência, como Mônaco e algumas coroas da Europa Central que caiam e eram restauradas ao sabor do vento.         ...

IDEOLOGIA: EU QUERO UMA PRA VIVER?

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Por Fernando R. F. de Lima.             Depois do surpreendente resultado da eleição de 05 de outubro de 2014, que contrariou boa parte das pesquisas prévias mas, acima de tudo, mostrou uma virada inédita na história das eleições para vários candidatos, uma questão se coloca: qual o grau de ideologização ou fidelidade partidária dos brasileiros? Em momentos anteriores, a teoria vigente dizia que cerca de 1/3 dos eleitores era petista de carteirinha. Cerca de 1/3 dos eleitores, era anti-petista, e o restante decidia a eleição indo de acordo com o vento.             A eleição atual, contudo, mostrou que o eleitor brasileiro não conecta partido com candidato. Explico: no Paraná, a Dilma obteve 32,54% do votos válidos; Aécio Neves 49,79%; No plano estadual, Gleisi Hoffmann, do PT, teve apenas 14,87%, enquanto Beto Richa foi reeleito com nada menos que 55,67% do total de votos. Isto significa que muitos...