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O CASO DA EXPANSÃO URBANA DE CURITIBA – TESTE EMPÍRICO - PARTE 3

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Estive falando nos dois textos anteriores a partir de um ponto de vista teórico. Afinal de contas, as forças que coloquei como atuantes no mercado imobiliário são genéricas, aplicáveis a qualquer cidade e em qualquer contexto histórico onde exista relação comercial de propriedade do solo. Agora, neste texto, faço um apontamento empírico sobre o desenvolvimento dos preços do solo urbano em Curitiba. Curitiba possuía uma população de 140 mil pessoas em 1940, e chegou a 356 mil em 1960. Em 2007 a estimativa era de 1,8 milhões de pessoas. Como se vê, em pouco mais de 60 anos a população da cidade foi multiplicada por mais de 10 vezes, um crescimento urbano rápido até mesmo para os padrões brasileiros. Por volta de 1980 a área urbana da cidade estava praticamente coincidindo com a área total do município, e desde de 1991 Curitiba não possui mais, oficialmente, população rural. Ainda há, contudo, áreas onde estão sendo realizados novos loteamentos, e a densidade demográfica ainda é baixa, po...

OS EFEITOS DA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA NO SOLO URBANO – Parte 2

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O texto anterior sobre os especuladores gerou uma questão relacionada a idéia de lucro extraordinário. Afinal, no setor imobiliário são possíveis ou não lucros extraordinários? A questão depende do que se define como lucro extraordinário. Se pensarmos num retorno de 100% num intervalo de 1 ano, podemos considerar que algumas aplicações no mercado imobiliário podem ser consideradas como extraordinárias. Mas isto depende da natureza do negócio que se trata e se usa como comparação e das características dos outros setores. Ao vender balas ou bebidas, ou ainda comida, normalmente os lucros são superiores a 100%, por causa da característica do produto, que em geral é muito barato e é vendido em quantidades pequenas pelo comerciante final. Como não há uma definição do que é um lucro extraordinário, só se pode dizer isto em relação ao que são os lucros ordinários do setor imobiliário. Dificilmente seria possível obter lucros em operações imobiliárias muito acima daqueles praticados pelo merca...

EXISTIRÁ DE FATO A IDÉIA DE ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA? – Parte 1

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EXISTIRÁ DE FATO A IDÉIA DE ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA? – Parte 1 Quando se fala do desenvolvimento urbano, há alguns personagens que sempre são mencionados, muitos deles considerados como verdadeiros vilões das mazelas urbanas. O chamado especulador, sobretudo o especulador imobiliário é tomado como o grande vilão das cidades no mundo todo, e a especulação imobiliária é tida como o grande mal a ser combatido nos centros urbanos. É pensando nos especuladores de imóveis que os agentes municipais criam leis como as de IPTU progressivo, ou as contribuições de melhorias. É também pensando nos especuladores que se aumentam os impostos e criam-se leis de verticalização que impulsionam a construção de edifícios com determinadas características. Sendo um ator ao qual se dá tanta importância, creio ser necessário caracterizar o especulador imobiliário e suas atividades para que se possa justificar leis que combatam sua ação. De um modo geral, seguindo uma definição dicionarizada, podemos dizer que...