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FILANTROPIA vs. PILANTROPIA – A DIFERENÇA ENTRE ALHOS E BUGALHOS

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Por Fernando Raphael Ferro. Quando entro em uma discussão sobre o papel do Estado no combate à pobreza quase sempre sou obrigado a ouvir o velho mantra de que os liberais não se importam com os pobres. Ou como dizem, que o discurso neoliberal é voltado apenas para a geração de riqueza e não para sua distribuição. No caso, nem mesmo que refiro aos velhos (e novos) comunistas, porque estes são um tronco em extinção entre os animais políticos, mas no filão que é o que mais cresce e se desenvolve, o dos socialdemocratas, incluindo todos os matizes, a percepção é a mesma. A sedução do discurso socialdemocrata se dá porque ele incorpora elementos do liberalismo (crescimento econômico, liberdade de empresa) com a bandeira socialista da distribuição de renda. Caberia ao Estado distribuir a riqueza, porque o mercado, apesar de eficiente em gerar riqueza, apresentaria falhas em sua distribuição. No fundo, para um socialdemocrata, o papel do Estado é organizar a filantropia em escala indus...

POLÍTICAS DE DISTRIBUIÇÃO DE RENDA: ALGO EM QUE O BRASIL É CAMPEÃO

Por Fernando Raphael Ferro             Se há algo em que o Brasil é indiscutivelmente campão no mundo, pode-se dizer que é nas políticas de distribuição de renda. Mas não se apresse leitor: a razão não é esta que você está pensando. Se ao ler distribuição de renda você imediatamente associou aos programas Bolsa Família, LOAS, Aposentadoria Rural, e outros congêneres enganou-se redondamente. Explico.             Conforme já comentado neste blog em outras ocasiões, renda é o resultado advindo de um dos fatores de produção. E os fatores de produção são três: terra, capital e trabalho. Do ponto de vista clássico, o rendimento da terra é o aluguel; do capital o juro; do trabalho o salário. Programas como o Bolsa Família não passa de uma distribuição de dinheiro, e o dinheiro não é renda, mas mercadoria. É um tipo especial de mercadoria, obviamente, mas assim como as outras, ...