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SOBRE COMPULSÃO E COERÇÃO

No liberalismo clássico, a idéia que se tem a respeito do Estado [i] é que ele é o aparelho social de compulsão e coerção, que deve deter o monopólio destas duas atitudes, para evitar um estado hobbesiano de natureza, ou a luta do mais forte contra o mais fraco simplesmente. O Estado, como detentor do monopólio da violência, como também é chamado, é visto como árbitro e guardião da vida, da propriedade e também da liberdade. A experiência, contudo, deixou claro que cidadãos que não vigiam as ações do Estado acabam tornando-se vítimas deste "monopólio", e acabam servindo aos interesses imediatos dos detentores deste poder. A democracia, conforme apresentado superficialmente em outro texto, torna-se um sistema (até hoje o melhor, mas ainda assim imperfeito) de controle popular sobre o Estado. Apresentado de forma breve esta compreensão inicial sobre o papel e o poder do Estado, passo a falar das outras formas de compulsão e coerção, como forma de mostrar que o monopólio ...